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terça-feira, 12 de abril de 2011

Entrevista com Marcos Pontes: A ligação entre Brasil e Rússia no espaço


Marcos Pontes: A ligação entre Brasil e Rússia no espaço



Assim como Yuri Gagarin marcou a história da humanidade ao ser o primeiro homem a ir ao espaço, Marcos Pontes, 48 anos, também alcançou uma posição de destaque para o programa espacial brasileiro. Em 29 de março de 2006, o paulista foi a primeira e até hoje a única - pessoa nascida no País a participar de um voo espacial, a bordo da nave russa Soyuz TMA-8, em uma viagem batizada de Missão Centenário em homenagem aos 100 anos do voo de Santos Dumont no 14-bis. Após dez dias em órbita, Pontes regressou à Terra, pousando no deserto do Cazaquistão. Recentemente, ele lançou o livro Missão Cumprida. A história completa da primeira missão espacial brasileira, onde conta os bastidores da viagem. Em entrevista exclusiva ao Terra, Pontes falou sobre os 50 anos do feito de Gagarin e sobre o futuro da programa espacial brasileiro.

Terra - Há 50 anos o primeiro homem chegou ao espaço e há cinco anos um astronauta brasileiro participou de uma missão espacial. O que você acha disso?
Pontes - Eu acho essa coincidência bastante interessante, mas quero destacar que também faz 50 anos que o Brasil participa das atividades espaciais. O nosso país foi o quarto a entrar no programa espacial, em 1961, atrás apenas da União Soviética, dos Estados Unidos e da França. Mas o mais importante dessas três datas é que elas servem para marcar na história esses feitos e para motivar os jovens a seguir esses passos. Não necessariamente para serem astronautas, mas principalmente para incentivar eles a gostar de ciência e tecnologia.

Terra - Você participou de um treinamento de 5 meses antes do lançamento. Como foi recebido pelos russos na base onde Gagarin partiu para o primeiro voo espacial?
Pontes - Eu fui muito bem tratado pelos russos, eu não sabia exatamente o porquê, mas eles me tratavam muito melhor que os outros astronautas. Depois eu descobri que eles achavam que eu tinha o sorriso de Gagarin, o que me deixou muito honrado. Diziam que o comportamento era parecido e até a mesmo a nossa data do nascimento é próxima, eu sou do dia 9 de março e ele do dia 11. Isso me deixou muito feliz e honrado, eu fui muito bem recebido por eles.

Terra – A trajetória de Yuri Gagarin inspirou a sua carreira como astronauta?
Pontes - O meu sonho na verdade sempre foi ser piloto, a carreira de astronauta veio naturalmente. Mas o Yuri Gagarin foi muito importante na minha carreira. Quando eu fui para a Rússia fazer o treinamento antes da missão, foi difícil porque eu tinha cinco meses para entender o sistema deles, que é diferente do que eu havia me preparado na Nasa. O idioma também é muito difícil e eu estava longe da minha família. Mas em cada dificuldade eu pensava em Yuri Gagarin, na sua coragem. Eu olhava para a estátua dele no centro russo e isso me dava muita força para superar os desafios. Eu olhava para ele e dizia: ‘eu vou conseguir’”. (Marcos Pontes partiu para o espaço da mesma base onde Gagarin havia se lançado, no dia 29 de março de 2006).

Terra - Qual a importância da missão Centenário para o Brasil?
Pontes – A missão foi criada no momento em que precisávamos consolidar nosso programa espacial. Até então, muita gente não sabia que o Brasil tinha programa espacial. Nós conseguimos cumprir os quatro objetivos propostos: incentivar as pesquisas na microgravidade, mostrando aos nossos cientistas que é possível realizar experimentos nesse outro ambiente. Em segundo lugar, mostrar para a população que nós temos um programa espacial e que isso é importante para o país. Em terceiro, promover uma ação de visibilidade internacional no ano do centenário de Santos Dumont para homenageá-lo. Eu levei até um chapéu semelhante ao de Dumont e usava nas entrevistas. Assim como os Estados Unidos divulgam seus heróis, como os irmãos Wright, nós temos que fazer o mesmo.

Terra - Quais foram os maiores desafios antes de cumprir a missão?
Pontes - Existe um período meio negro da participação do Brasil no programa da Estação Espacial Internacional, quando o País quase foi expulso, isso entre 2000 e 2001, porque tinha que fabricar algumas peças e não o fez. Cada nação que participa do programa espacial tem a missão de produzir algumas peças no seu próprio país para serem enviadas à Estação Espacial. Em troca dessas peças, o país tem o direito de fazer experimentos no espaço, de mandar astronautas para lá. Mas o Brasil nunca fabricou isso e nós estávamos ameaçados de ser expulso, de perder tudo. Era uma coisa que fugia da minha aérea de atuação por ser mais gerencial, mas eu tive que me envolver para o Brasil não cair fora do programa. Felizmente isso não aconteceu. Também enfrentamos problemas com o lançamento da missão, até um dia antes de ser lançado ao espaço eu ainda não tinha certeza se a missão seria realizada. O Brasil não tinha pago o montante necessário de US$ 10 milhões. São problemas políticos que acabaram sendo resolvidos.

Terra - Como você vê as críticas ao montante investido na missão Centenário?
Pontes - Definir os custos de uma missão não é minha tarefa, eu sou astronauta e a minha função é executar. Quem cuida disso é a Agência Espacial. Se eu fosse piloto de uma companhia aérea, por exemplo, não teria como interferir no preço das passagens. Mas eu acho importante destacar para quem acha o montante (US$ 10 milhões) caro, isso corresponde a no máximo R$ 0,10 por habitante do Brasil. Se compararmos com o custo de outras coisas, como por exemplo o custo que a corrupção representa aos brasileiros, que é de R$ 15,00, ou o do consumo de tabaco, que é de cerca de R$ 80,00, percebemos a diferença.

Terra - Você pretende participar de outra missão?
Sim, eu continuo morando em Houston (Estados Unidos) à disposição do Programa Espacial Brasileiro. Sonho muito com outra missão, mas isso depende de uma decisão do governo brasileiro. Por enquanto, estou focado em motivar jovens para as carreiras de ciência e tecnologia e trazer recursos humanos para a área espacial. Venho ao Brasil todos os meses porque participo da criação do curso de Engenharia Aeroespacial da USP (Universidade de São Paulo) para formar engenheiros preparados para atuar no nosso programa espacial.

Terra - Em função da falta de incentivos para a pesquisa espacial, como você vê o futuro do programa espacial brasileiro?
Pontes - A missão Centenário teve grande importância para alavancar o programa espacial e a gente espera que isso tenha continuidade. Lógico que a gente tem um monte de problema ainda pela frente. Eu fui à posse do novo presidente da Agência Espacial, o Marco Antônio Raupp, que é uma pessoa extremamente competente e nessa ocasião o ministro de Ciência e Tecnologia, Aloísio Mercadante, disse que o governo vai aumentar a prioridade para o programa espacial. Eu fui pessoalmente falar com ele para confirmar isso e espero que seja cumprido. Só para se ter uma idéia, nos dois últimos anos, o programa espacial perdeu 50% do dos recursos previstos em cada ano. E o nosso orçamento já é extremamente reduzido quando comparado com outros países, que desenvolveram seus programas muito depois de nós. Os avanços vão depender muito da capacidade de visão do governo em dar prioridade para o envio de satélites e a formação de pessoal. Temos um caminho longo pela frente nos próximos anos. Assim como em uma grande obra, a gente precisa primeiro montar as bases, construir as ruas, para depois fazer os prédios. Depois disso, que eu acredito que leve cinco anos, acho que o desenvolvimento do nosso programa espacial vai ser mais rápido.

Terra – Qual a sua opinião sobre o futuro do programa espacial no mundo?
Pontes - Eu acho que o que nos espera é um período de dificuldade, mas também de criatividade. Essa dificuldade vem principalmente do fator econômico. A gente vê claramente que os países considerados os mais ricos do mundo passam por problemas econômicos sérios, como é o caso dos Estados Unidos e dos países da Europa. Isso implica numa maior cautela na utilização dos recursos. A Nasa, por exemplo, já está sentido os efeitos e está mudando a política de aplicação das verbas para se adequar à nova realidade. Em vez do desenvolvimento de tecnologia dentro da própria agência espacial, são contratadas empresas privadas para fazer o projeto e executá-lo. Isso incentiva a criação de novas empresas e a geração de empregos. É uma mudança significativa, muitos funcionários vão migrar para o setor privado e isso também vai exigir maior criatividade dos técnicos na realização dos projetos.

Terra - Qual a sua opinião sobre o turismo espacial?
Pontes - Eu acho que o turismo espacial vai ser cada vez mais incentivado e nos próximos cinco anos deve começar com voos suborbitais e depois com voos orbitais. Isso é interessante porque, em primeiro lugar, gera empregos. Apesar de eu ser um astronauta, tenho os pés no chão, ou seja, vejo que não adianta ter um grande projeto espacial se isso não tem aplicação na Terra. O turismo no espaço gera empregos para diversos profissionais, inclusive para os astronautas que podem se tornar pilotos desses voos. E também é importante destacar que, a partir do momento que se tem interesse econômico de empresas privadas, você tem mais desenvolvimento de sistemas, de segurança também.

Terra - Qual a importância da pesquisa espacial no futuro?
Pontes - O clima no mundo está mudando, não sabemos exatamente se isso se deve a ação do homem, mas o certo é que a situação está cada vez mais difícil, porque são enchentes, desmoronamentos, cada vez mais desastres naturais que provocam a morte de muita gente. Os satélites, por exemplo, são fundamentais para acompanhar a situação do clima, eles passam dados precisos que também são úteis para a agricultura. Isso é uma contribuição fundamental da pesquisa espacial para qualquer país se prevenir dos desastres climáticos e evitar a perda de vidas.

Terra - Qual a sensação de ser o único brasileiro a partir para uma missão no espaço?
Pontes - Na hora eu sentia uma série de emoções, eu pensava: ‘estou cumprindo a minha missão, estou chegando lá’, mas também sentia a pressão de fazer tudo certo: ‘eu não posso errar’. Era muita ansiedade. Mas no meio de todas essas emoções da partida, o mais forte e interessante foi o sentimento da honra de poder decolar exatamente do mesmo lugar que o Yuri Gagarin decolou há 50 anos. Era como se ele estivesse ao meu lado durante o lançamento, me incentivando.


fonte: http://www.terra.com.br/noticias/ciencia/infograficos/primeiro-homem-a-viajar-pelo-espaco/

As maiores tragédias espaciais


Não foram só momentos célebres, como a primeira viagem do homem ao espaço ou a chegada à Lua, que marcaram os últimos 50 anos da conquista do espaço pelo homem. Muitas tragédias também fizeram parte desta história e motivaram as agências espaciais a reestruturarem seus sistemas e suas regras de segurança. Veja alguns casos:
Janeiro de 1967:
Três astronautas americanos da nave Apolo 1, Virgil Grisson, Ed White e Roger Chafee, morrem em um incêndio na plataforma de lançamento, enquanto realizam um teste de contagem regressiva e decolagem.
Abril de 1967:
O cosmonauta soviético Vladimir Mikhailovich Komarov torna-se o primeiro homem a morrer no espaço. O paraquedas de sua nave falhou no retorno e a nave caiu na Terra.
Junho de 1971:
Três cosmonautas soviéticos morrem durante a reentrada na atmosfera terrestre, após 24 dias em órbita na estação espacial Salyut 1. Foi um recorde de permanência.
Março de 1980:
Cinco técnicos morrem no Cosmódromo Plesetsk, da Rússia, quando um foguete Vostok explodiu durante reabastecimento. O incidente foi apenas anunciado em 1989.
Janeiro de 1986:
Sob uma temperatura quase ao ponto de congelamento, as autoridades da Nasa ordenam o lançamento do Challenger. Setenta e dois segundos depois, a nave explode no ar, causando a morte de seus sete tripulantes, dentre as quais a primeira professora a viajar ao espaço. A investigação do acidente determinou que tinha sido causado pelo congelamento de um dos anéis de união do foguete impulsor. Desde então, os engenheiros da Nasa corrigiram essas peças, e mesmo assim suspenderam o lançamento de naves quando a temperatura no Centro Espacial Kennedy estiver próxima de níveis perigosos.
1º de fevereiro de 2003:
Os sete ocupantes do Columbia morrem quando a nave encerrava uma até então bem-sucedida missão espacial. O ônibus espacial se desintegrou na sua volta à Terra, como resultado de uma perfuração na asa esquerda, provocada pelo desprendimento de um pedaço da espuma de isolamento de um setor do tanque externo. A tragédia levou a Nasa a cancelar as operações das naves e a atrasar a construção da Estação Espacial Internacional. Os voos foram retomados quando os engenheiros da agência espacial realizaram uma série de modificações no tanque externo, para evitar uma tragédia similar.

50 anos: o homem conquista o espaço

50 anos: o homem conquista o espaço


O sonho da exploração espacial pelo homem se tornou realidade no dia 12 de abril de 1961, com o lançamento da cápsula Vostok 1, que carregava o cosmonauta soviético Yuri Gagarin. Com apenas 27 anos, Gagarin tomou seu lugar na história como o primeiro homem a sair dos limites da atmosfera terrestre e entrar no espaço.
Às 9h08 do horário local, o cosmonauta decolou da plataforma de Baikonur, no Cazaquistão, então república da antiga União Soviética, para um voo que durou uma hora e 48 minutos e consistiu de uma volta elíptica em torno da Terra, a 302 km de altitude. "Da altura cósmica, a Terra é vista com nitidez, se distinguem claramente as montanhas, as costas e as ilhas", escreveu Gagarin no relatório oficial sobre o voo.
Durante a viagem, ele não teve controle da nave porque ainda não se sabia precisar os efeitos da falta de gravidade sobre o corpo humano e os especialistas tinham medo que ele perdesse o controle de si mesmo e colocasse em risco a missão. Havia, porém, uma chave lacrada que permitia ao cosmonauta assumir o controle da cápsula em caso de emergência.
O retorno à Terra representou um grande risco: a Vostok não tinha recursos técnicos para pousar na superfície, e Gagarin, a 7 mil m de altura, teve que abandonar a nave em queda livre, com a ajuda de um assento ejetável, e aterrissar com o paraquedas. Felizmente, Gagarin pousou em uma fazenda na região de Saratov, a quase 400 km de distância do lugar onde as brigadas de resgate o esperavam. Os moradores da localidade pensaram no início que se tratava de um espião americano.
O pouso de paraquedas não foi confirmado oficialmente pela União Soviética no primeiro momento. As equipes que lideraram a missão tinham medo que a viagem ao espaço não fosse reconhecida pelas regras internacionais. Isso não aconteceu, e o feito de Gagarin foi manchete nos jornais do mundo todo.
Cinquenta anos depois, a missão do jovem cosmonauta, que se lançou ao desconhecido para marcar história, continua impressionando e influenciando muitas pessoas. O primeiro e único astronauta brasileiro a participar de uma missão espacial, Marcos Pontes, se diz inspirado pela trajetória do herói russo.
“Quando eu fui para a Rússia fazer o treinamento, antes da missão, foi muito difícil porque eu tinha cinco meses para entender o sistema deles, que é diferente do que eu havia me preparado na Nasa. O idioma também é muito difícil e eu estava longe da minha família. Mas em cada dificuldade eu pensava em Yuri Gagarin, na sua coragem. Eu olhava para a estátua dele no centro russo e isso me dava muita força para superar os desafios. Eu olhava para ele e dizia: eu vou conseguir’”.
Marcos Pontes partiu para o espaço da mesma base onde Gagarin havia se lançado, no dia 29 de março de 2006.

domingo, 10 de abril de 2011

Site mostra os planetas do Sistema Solar em tempo real e de diferentes ângulos

Site mostra os planetas do Sistema Solar em tempo real e de diferentes ângulos

O sistema solar não é mais um grande mistério para os usuários da internet. O Solar System Scope (SSS), ou Telescópio do Sistema Solar, é um site criado por quatro fãs de astronomia eslovacos que mostra o espaço em uma animação em três dimensões. No site, o usuário pode mover o sistema solar e observá-lo de diferentes ângulos somente com o movimento do mouse.
De acordo com os criadores do site, em entrevista ao Terra, eles trabalham com multimídia para "popularizar a astronomia entre as pessoas, especialmente os jovens". Outro objetivo é oferecer ilustrações de "posições celestiais em tempo real com planetas e constelações, movendo-se sobre o céu da noite".
O SSS disponibiliza aos usuários três formas de ver o Sistema Solar. A primeira delas, a visualização Heliocêntrica mostra a movimentação dos planetas em tempo real. Se a data e a hora são modificados, os movimentos dos planetas podem ser observados. Também podem ser configurados os tamanhos dos astros e as distâncias entre eles
Outra opção de visualização é a Geocêntrica, que tem as mesmas opções, mas mostra a órbita dos planetas com a Terra como foco central, e não o Sol. A última delas, a visão Panoramática, permite observar constelações a partir de lugares selecionados na Terra.
A partir da próxima semana, o SSS promete disponibilizar o "Desktop Clock", que oferecerá os cálculos dos horários de nascer e pôr do sol, horas e datas de mudança de Lua, solstícios e equinócios, períodos em que marcam o início do inverno, e da primavera e do outono, respectivamente.
A ferramenta usou cálculos da Nasa, a agência espacial americana, para posicionar precisamente todos os objetos celestiais. Segundo os desenvolvedores do site, a ideia foi fazer um modelo tão amigável que qualquer pessoa pudessem entender o movimento dos planetas e reconhecer as constelações. O site permite também que o usuário calcule a distância entre os planetas em determinado momento.
"Nós estamos apenas começando, mas queremos melhorar o caráter educacional do projeto. Queremos popularizar a astronomia, especialmente entre os jovens", afirmou Mito Sadlon, líder da equipe que administra o SSS.
Mito promete uma versão do sistema em português em breve. O site pode ser acessado pelo endereço www.solarsystemscope.com.


Veja o vídeo:


Veja as fotos:


segunda-feira, 9 de agosto de 2010

V Jornada espacial 2009

Encerramento da V Jornada espacial em São José dos Campos 2009.

sexta-feira, 6 de agosto de 2010

Mundo relembra os 65 anos do bombardeio a Hiroshima e nagasaki


A triste história do fim da Segunda Guerra mundial nos serve como reflexão para o uso da tecnologia. O uso da energia nuclear, tão útil ao tratamento de doenças ou para a obtenção de energia teve seu emprego em uma nefasta passagem da história humana recente.
Para poupar vidade de soldados americanos que seriam levadas em uma possível invasão ao Japão o governo estadunidense decidiu-se por estreiar um novo artefato bélico recém desenvolvido, a bomba atômica.

Este poste tem por objetivo alertar para o uso da tecnologia para fins militares. 
A tecnologia deve ser desenvolvida para melhorar a vida humana e não ceifa-la.

O site do terra fez um apanhado de imagens que nos leva a refletir sobre o homem e sua postura diante do uso da tecnologia no desenvolvimento de armas nucleares.

http://www.terra.com.br/noticias/infograficos/bomba-atomica
 
 
 

segunda-feira, 28 de junho de 2010

Livros de Astronomia e Astronáutica para download


Caros alunos,

O governo federal disponibilizou nos endereços abaixo diversos livros para download.
Com o objetivo de ampliar a compreensão do mundo em que vivemos esta é uma excelente oportunidade de acesso a informações a custo zero.
O site também disponibiliza material de estudo em outras áreas de conhecimento como física, meio ambiente e geografia.
Façam bom proveito do material.

Clique no link ou copie-o (todo) para a barra de endereços de seu navegador de internet.

http://portal.mec.gov.br/index.php?option=com_content&view=article&id=12314&Itemid=632

ou

http://www.gridweb.com.br/gridmail//lt/t_go.php?i=166&e=d2FnbmVyZXNkQGdtYWlsLmNvbQ==&l=http://portal.mec.gov.br/index.php%7CQ%7Coption%7CE%7Ccom_content%7CA%7Cview%7CE%7Carticle%7CA%7Cid%7CE%7C12314%7CA%7CItemid%7CE%7C632

Estréia documetário de Walt Disney com imagens da NASA sobre o planeta Marte.

Roving Mars (Documentário de Walt Disney)

Documentário da Disney apresenta imagens surpreendentes de Marte capturadas em alta definição com equipamentos da Nasa.

O vídeo pode ser assistido online no site Terra.

Clique no link avaixo:

terça-feira, 25 de maio de 2010

Mapa das conjunções lunares - 2010

A tabela mostra todos os dias do ano e, para alguns deles, o código correspondente ao astro que estiver em conjunção com a Lua. Os algarismos devem ser lidos separadamente. Se o conteúdo de uma data apresentar mais de um algarismo, significa que a Lua está próxima a mais de um objeto. Os códigos são os seguintes:

Sol=0
Mercúrio=1
Vênus=2
Marte=4
Júpiter=5
Saturno=6
Urano=7
Netuno=8

Outras informações interessantes podem ser obtidas pela análise da tabela (oportunamente, será adicionado aqui um link para acesso a uma página com explicações e exemplos).



sexta-feira, 21 de maio de 2010

Em 0,54 segundo, fotógrafo registra voo da ISS em frente ao Sol

       O francês Thierry Legault conseguiu captar o momento em que a Estação Espacial Internacional (ISS, na sigla em inglês) e o ônibus espacial Atlantis passavam em frente ao Sol enquanto cruzavam a Europa. O fotógrafo de 48 anos precisou viajar da França até a Espanha para achar o ponto ideal e ainda teve apenas 0,54 segundo para registrar a passagem. As informações são do Daily Mail.
         A pequena mancha escura no canto superior direito da imagem mostra o Atlantis e a ISS cerca de 50 minutos antes da acoplagem, no último dia 16. "Eu fui à Espanha enquanto o resto da Europa esperava tempo ruim", diz Legault à reportagem. Outra dificuldade, além do deslocamento, foi o pequeno tempo para o registro, já que a estação e a espaçonave viajavam a mais de 26 mil km/h.
      Para registrar a passagem, o fotógrafo utilizou um prisma que "absorveu" a maior parte da luz do Sol, além de combinar na câmera uma pequena passagem para a luz com uma exposição muito rápida para a imagem.

Fonte: http://noticias.terra.com.br/ciencia/noticias/0,,OI4441723-EI301,00-Em+segundo+fotografo+registra+voo+da+ISS+em+frente+ao+Sol.html

quarta-feira, 21 de abril de 2010

Aula Prática: Desenhando as órbitas dos planetas e cometas em escala.

INTRODUÇÃO
        Esse experimento é capaz de mostrar aos alunos a forma correta da órbita dos planetas e cometas enquanto giram ao redor do Sol.
        É muito comum relacionarmos a órbita do planeta Terra como uma elipse de excentricidade bem elevada, ou seja, desenhando a trajetória pensamos em uma elipse como sendo bem achatada. Como veremos, isso não é vedade, a trajetória da Terra tem excentricidade muito pequena (0,02) sendo assim poderemos observar uma trajetária praticamente circular.

MATERIAIS NECESSÁRIOS
1 pedaço de papelão maior ou de igual tamanho que uma folha A4.

1 tesoura.
1 metro de barbante.
1 folha A4.
1 régua.
1 caneta esferográfica.
1 canetnha colorida.
1 palito de dente
PASSO 1
         Primeiramente precisamos adotar arbitrariamente o comprimento do eixo principal da órbita. Chamaremos então o eixo maior de A e adotamos A= 20 cm, a partir daí se sabemos quanto vale a excentricidade de cada órbita podemos calcular suas distâncias focais F. Sabendo que a excentricidade da órbita do Planeta Terra é 0,02, calculamos então a distância focal a ser utilizada a partir da expressão F= e.A, sendo assim F= 0,4 cm.
         O tamanho do barbante deverá ser de F + A, então no nosso caso o barbante deverá ter 20,4 cm.
Para medir na régua colocamos o barbante dobrado, então seu comprimento terá que ser medido pela metade, 10.2 cm. Cortamos então um pedaço maior que a nossa medida, como mostrado na figura.
Cortando o barbante maior que o tamanho necessário.
PASSO 2

Note que com o dedo temos que segurar o barbante no Zero.

PASSO 3

Sugestão: Chame um aluno para dar o nó.

PASSO 4

Coloque um palito no Zero e o outro na medida adequada, no nosso caso 0,4 cm.


PASSO 5

Colocamos o barbante que já está com o nó na medida correta passando pelos dois palitos, e com a caneta numa posição perpendicular com a folha começamos a desenhar.


Como começar a desenhar.




Para a órbita de Plutão por exemplo é só definirmos nossas medidas usando a excentricidade de Plutão que é e= 0,25 e adotarmos A= 20 cm sendo assim F= e.A, então, F= 5 cm.
Tamanho do fio será F + A = 25 cm.

http://www.youtube.com/watch?v=1o3XzB555jM&feature=player_embedded



Para a órbita do Cometa Halley por exemplo é só definirmos nossas medidas usando a excentricidade do cometa Halley que é e= 0,96 e adotarmos A= 20 cm sendo assim F= e.A então F= 19,2 cm.
Tamanho do fio será F + A = 39,2 cm.

http://www.youtube.com/watch?v=Tke4D8Rn46w&feature=player_embedded



quarta-feira, 7 de abril de 2010

Nasa fotografa chegada de temporal ao Rio e Sudeste do Brasil


Imagens dos satélites Aqua e Terra registram tempo bom no dia 29 de março (esq.) e a chegada das fortes chuvas (dir.) sobre o Rio de Janeiro (ponto vermelho)



            Imagens registradas por satélites da Nasa, a agência espacial americana, revelam a chegada das nuvens que causaram fortes chuvas no Rio de Janeiro e na região Sudeste do Brasil no início desta semana. Os instrumentos dos satélites da Nasa fizeram imagens que mostram as nuvens cobrindo todo o litoral da região na manhã e na tarde da última segunda-feira, dia 5 de abril, quando foi registrada a maior quantidade de chuvas.

           Segundo a Prefeitura do Rio de Janeiro, o forte temporal dos últimos dias foi um dos maiores que já atingiu a cidade, com 288 milímetros de chuva em menos de 24 horas. As enchentes causaram mais de cem mortes em todo o Estado. As fotos registradas pela Nasa foram feitas pelo MODIS (Moderate Resolution Imaging Spectroradiometer), um instrumento presente em dois satélites que orbitam a Terra - o Aqua e o Terra.

         Os dois satélites observam a superfície inteira do planeta a cada um ou dois dias, para a coleta de dados. A Nasa afirma que as informações coletadas pelos satélites com a ajuda do MODIS podem auxiliar na compreensão dos processos que ocorrem em terra, nos oceanos e na atmosfera.

       De acordo com a agência, o MODIS tem um papel importante no desenvolvimento de um sistema de modelos capaz de prever mudanças globais de forma mais precisa, para a elaboração de políticas e decisões para a proteção do meio ambiente.

domingo, 4 de abril de 2010

Veja belas imagens do espaço

Continuamos a descobrir o espaço a nossa volta.


Extraído do site:
http://noticias.terra.com.br/ciencia/fotos/0,,OI120182-EI301,00.html#next


Esta imagem do observatório da Nasa Chandra X-ray mostra os restos de pó de uma estrela que entrou em colapso. O material ejetado na explosão passa por essas estrelas em velocidade elevada.


Sonda detectou sutis variações de cores no interior e ao redor do terreno de Herschel, uma cratera gigante em Mimas (lua de Saturno)



No lado direito da imagem da nebulosa, o gás quente de hidrogênio é iluminado por uma estrela azul chamada V391 Velorum.


A NGC 4038 é uma galáxia espiral localizada a cerca de 63 milhões de anos-luz de distância na direção da constelação do Corvo.


A nebulosa de Carina contém cerca de uma dúzia de astros com uma massa 50 ou 100 vezes maior do que a do sol.


A nebulosa Rosette, ou NGC 2237, é uma nebulosa de emissão brilhante claramente associada a um aglomerado aberto de estrelas.


Em vez das esperadas temperaturas variando suavemente, este lado de Mimas é dividido em uma parte quente (à esquerda) e uma parte fria (à direita)

quarta-feira, 31 de março de 2010

ESO divulga imagem de nebulosa pouco conhecida

 No lado direito da imagem, o gás quente de hidrogênio é iluminado por uma estrela azul chamada V391 Velorum.    Foto: ESO/Divulgação


            O observatório Europeu do Sul (ESO, na sigla em inglês), divulgou nesta quarta-feira, dia 31, a imagem de uma nebulosa pouco conhecida, a Gum 19, que no infravermelho aparece escura em uma metade, e brilhante na outra. Em um dos lados, o gás quente de hidrogênio é iluminado por uma estrela azul chamada V391 Velorum.
           Novas estrelas encontram-se em formação no interior da faixa de matéria luminosa e escura. Depois de muitos milênios, estas novas estrelas, juntamente com a explosão final de V391 Velorum como supernova, irão provavelmente alterar a atual aparência de Gum 19. Gum 19 está situada na direção da constelação de Vela a uma distância de aproximadamente 22 000 anos-luz.
           As nebulosas são nuvens de poeira, hidrogênio e plasma, com intensa formação de estrelas, e podem ter vários formatos e cores.

segunda-feira, 29 de março de 2010

Cientista amador tira fotos do espaço com câmera amarrada a balão


            O cientista amador britânico Robert Harrison tirou fotografias da curvatura da Terra que impressionaram até os técnicos da Nasa (agência espacial americana).
            Harrison usou uma câmera barata, que lançou ao céu dentro de uma caixa de isopor amarrada a um balão. Um dispositivo eletrônico ajudou o entusiasta de astronomia a localizar a câmera.
           Com a altitude, o balão estourou e Harrison recuperou a câmera e as fotos.
          Ele disse que o projeto custou o equivalente a US$ 700.

Veja o vídeo com as fotos no youtube:  

http://www.youtube.com/watch?v=iqsc6jI_GLU

segunda-feira, 22 de março de 2010

Movimentos da Terra

Costuma-se dizer que a Terra “anda” em volta do Sol. Como é o seu movimento? Como é que sabemos isso?

De fato, a Terra tem dois movimentos ao mesmo tempo:

• Movimento de rotação.

• Movimento de translação.

A rotação consiste no movimento giratório da Terra em torno do seu eixo, uma linha imaginária que passa pelo centro da Terra e que atravessa a superfície desta nos chamados pólos Norte e Sul (figura 1.5). O pólo Norte é o ponto da Terra de onde se vê a estrela Polar quase por cima. O pólo Sul é o ponto oposto, do outro lado da Terra. Daí não se vê a estrela Polar. Não faz sentido dizer que o pólo Norte está por cima do pólo Sul, uma vez que as noções de “cima” e “baixo” dependem do ponto de vista: para uma pessoa no pólo Norte, o pólo Sul está para baixo, mas, para uma pessoa no pólo Sul, é o pólo Norte que está para baixo... O sentido “para baixo” dirige-se sempre para o interior da Terra!

Um plano perpendicular ao eixo de rotação da Terra e que a divide em duas metades, chamadas hemisfério Norte e hemisfério Sul, marca na superfície terrestre uma linha chamada equador (figura 1.5).

Figura 1.5 – Movimento de rotação da Terra, com o eixo da Terra, os pólos Norte e Sul e o equador. A metade de cima, na figura, é o hemisfério Norte e metade de baixo é o hemisfério Sul.

A translação consiste no avanço do centro da Terra ao longo de uma curva fechada em redor do Sol (figura 1.6). Dizemos que descreve uma órbita (ou trajetória). Essa órbita parece circular mas, em rigor, é uma curva chamada elipse. Esse movimento dá-se com a velocidade de 30 quilômetros por segundo: isto significa que, em cada segundo, a Terra anda 30 quilômetros. Durante a translação, o eixo de rotação da Terra faz um ângulo de 23º com o plano da órbita da Terra.

Podemos, pois, comparar o nosso planeta a uma bailarina, que dá volta em torno de si própria. Mas essa bailarina não está sempre no mesmo sítio... O movimento da Terra em volta do Sol é semelhante ao de uma bailarina que, rodando sobre si mesma, anda em volta de um ponto do palco. Para complicar, não é uma bailarina vertical, mas sim um pouco inclinada...

Figura 1.6 – Movimento de translação da Terra.

Como nos apercebemos dos movimentos de translação e de rotação da Terra?

Translação

Observando com atenção do mesmo lugar (podemos usar o relógio de Sol construído na experiência anterior), verificamos que o Sol nem sempre nasce no mesmo sítio do horizonte e nem sempre se põe no mesmo lugar. Então onde fica a direção do Oriente num certo lugar? De fato, o Sol só nasce exatamente a Oriente e só se põe exatamente a Ocidente nos dias 21 de Março e 23 de Setembro (os equinócios de que já falamos). Mas, qualquer que seja o dia do ano, passado um ano (cerca de 365 dias), o Sol volta a nascer no mesmo lugar.

Por outro lado, observando ao longo do ano, também do mesmo lugar, mas de noite, verificamos que o aspecto do céu à mesma hora da noite não é o mesmo todos os meses. Mas tudo se repete de ano a ano. Vemos o céu noturno diferente todos os meses, porque a Terra se está a mover no espaço e “fica virada” para zonas diferentes do céu à medida que os meses passam (por exemplo, o céu visto de Portugal não é o mesmo em Janeiro e em Agosto, figura 1.13).

O tempo que a Terra demora a dar uma volta completa em volta do Sol não é exatamente de 365 dias, mas sim 365 dias e 6 horas, pelo que, de quatro em quatro anos, existe um ano com um dia a mais no calendário, sempre o último de Fevereiro. Esses anos são chamados bissextos.

Figura 1.12 - Cartas celestes mostrando o céu de Janeiro e o céu de Agosto, vistos de Portugal. O aspecto do céu nesses dois meses é diferente em virtude do movimento de translação da Terra.

Tanto os diferentes lugares onde nasce e se põe o Sol como o diferente aspecto do céu durante os vários meses do ano são explicados pelo movimento de translação da Terra em torno do Sol.

Dizemos que o período de translação da Terra é um ano, o tempo formado por 365 dias e 6 horas. Um jovem de catorze anos já deu, portanto, 14 voltas em torno do Sol. A órbita da Terra em volta do Sol é aproximadamente circular, como dissemos. O raio da órbita da Terra mede 150 milhões de quilômetros:

150 000 000 km = 150 x 106 km = 1,5 x 108 km = 1,5 x 1011 m.

Esta distância é muito grande comparada quer com o raio do Sol (RSol = 700 000 km = 7,0 x 105 km = 7,0 x 108 m) quer com o raio da Terra (RTerra = 6 400 km = 6,4 x 103 km = 6,4 x 106 m). Dá muito jeito utilizar potências de dez para indicar grandes distâncias, porque poupamos zeros. Uma potência de dez constitui o que se chama uma ordem de grandeza. Dizemos que a distância Terra-Sol é duas ordens de grandeza superior ao raio do Sol (para calcular a diferença das duas ordens de grandeza, subtraímos as potências de dez, depois de arredondar a segunda para cima: 11-9 = 2). Por sua vez, o raio do Sol é duas ordens de grandeza superior ao raio da Terra.

Por outro lado, sabemos que os vários meses do ano têm um clima diferente. As quatro estações do ano (Primavera, Verão, Outono e Inverno) caracterizam-se por tempos meteorológicos bem distintos (falamos de tempo meteorológico para o distinguir do tempo dos relógios). No hemisfério Norte, a Primavera começa a 21 de Março, o Verão a 21 de Junho, o Outono a 23 de Setembro e o Inverno a 21 de Dezembro, pelo que as estações dividem o ano em quatro partes aproximadamente iguais (figura 1.13).

Figura 1.13 - Translação da Terra, com a indicação das quatro estações do ano.

No Verão, está mais quente e no Inverno mais frio. Mas o Verão e o Inverno ocorrem em épocas diferentes do ano no hemisfério Norte e no hemisfério Sul. No hemisfério Norte, o Verão vai de 21 de Junho a 23 de Setembro e o Inverno de 21 de Dezembro a 21 de Março. Mas, no hemisfério Sul, o Verão vai de 21 de Dezembro a 21 de Março e o Inverno de 21 de Junho a 23 de Setembro. Tal fato explica-se também pelo movimento de translação da Terra. Contudo, ao contrário do que muita gente julga, o tempo quente no Verão no hemisfério Norte não se deve ao menor afastamento da Terra em relação ao Sol nem o tempo frio no Inverno no mesmo hemisfério se deve ao maior afastamento da Terra em relação ao Sol! Como já afirmamos, a órbita terrestre é quase circular, pelo que a Terra está sempre praticamente à mesma distância do Sol. Acontece que o eixo de rotação da Terra está inclinado do ângulo de 23º em relação ao plano da órbita da Terra (lembramos que foi assim que o colocamos na experiência 1.1). Assim, no Verão do hemisfério Norte, este hemisfério está mais inclinado para o Sol (e o hemisfério Sul está menos inclinado para o Sol). No Verão, a luz do Sol incide mais frontalmente sobre o hemisfério Norte (figura 1.14).

Figura 1.14 - Planeta Terra com o eixo inclinado. Inclinação dos raios solares sobre o hemisfério Norte no Verão. No Verão, há um dia de seis meses no pólo Norte.

Devido à inclinação do eixo de rotação da Terra, durante a Primavera e Verão no hemisfério Norte, é sempre dia no pólo Norte e é sempre noite no pólo Sul (figura 1.14). Do mesmo modo, durante o Outono e Inverno no hemisfério Norte, é sempre dia no pólo Sul e é sempre noite no pólo Norte. A duração dos dias e das noites varia, portanto, à medida que nos afastamos do equador, para Norte ou para Sul.

Resumindo: Os diferentes lugares onde nasce e se põe o Sol ao longo do ano, o diferente aspecto do céu noturno, a sucessão das estações do ano e a diferente duração dos dias e das noites num certo lugar da Terra são, todos eles, explicados pelo movimento de translação da Terra


Nave da Virgin realiza testes para levar turistas ao espaço

Nave da Virgin realiza testes para levar turistas ao espaço

Fonte:
http://noticias.terra.com.br/ciencia/noticias/0,,OI4334065-EI301,00-Nave+da+Virgin+realiza+testes+para+levar+turistas+ao+espaco.html



A nave-mãe White Knight Two (WK2), que carrega a SpaceShipTwo (SS2), realizou o primeiro teste
Foto: Mark Greenberg/Divulgação

        A nave espacial SpaceShipTwo (SS2) realizou nesta segunda-feira um primeiro voo de testes acoplado sob a asa da nave-mãe White Knight Two (WK2), e se prepara para ser o marco da popularização do turismo espacial, tal como foi proposto pelo magnata britânico Richard Branson.

       Este é o primeiro voo de ambas as naves (sem se soltarem) e foi realizado na base aérea do deserto de Mojave, 130 km a noroeste de Los Angeles, anunciou a companhia de Branson, Virgin Galactic, através de uma breve frase em sua página do Twitter, publicada no site da empresa.

        Até o momento não são conhecidos os detalhes desta operação, executada na madrugada de segunda-feira, e eles serão divulgados no transcorrer do dia pelas empresas envolvidas, explicou uma porta-voz da Scaled Composites, a construtora aeronáutica da Burt Rutan, sócia da Virgin Galactic no projeto. A nave espacial da Virgin Galactic prevê transportar, a partir de 2011, turistas dispostos a pagar 200 mil dólares pela viagem.

        O SS2 é uma nave branca com janelas circulares na fuselagem, inclusive no teto, que viajará suspensa sob as asas de uma nave-mãe chamada inicialmente de White Knight Two (O cavaleiro branco). Segundo Branson, a nave foi desenhada para voltar à Terra "como uma pena gigante", para evitar o aumento da temperatura, que faz com que o reingresso à atmosfera seja uma das etapas mais arriscadas das viagens espaciais.

         As naves se separarão a 60 mil pés (18,3 km), "alcançando 2 mil milhas (3,2 mil km) por hora em 10 segundos". Uma vez no espaço, os viajantes poderão deixar seus assentos e observar a Terra através das janelas.

          Para voltar ao planeta, a nave se transforma em uma pena gigante, como foi concebida pela Rután, que marcou a história da aviação em 1986 com o Voyager, o primeiro avião capaz de dar a volta ao mundo sem escalas e sem abastecimento.






quarta-feira, 17 de março de 2010

Comparando o tamanho dos planetas

Texto completo:
http://www.on.br/site_edu_dist_2009/site/modulos/modulo_1/2-planetologia-comparativa/2-planetologia-comparativa.html


A necessidade de compreender de que modo os planetas se comportam como classes distintas de objetos é uma das mais importantes motivações que temos para estudar o Sistema Solar. Há bem pouco tempo várias disciplinas científicas, tais como a geologia e a meteorologia, tratavam apenas de fenômenos associados ao nosso planeta. Hoje essas mesmas disciplinas são estudadas em um contexto muito mais amplo, abrangendo todo os planetas e satélites do Sistema Solar e não apenas a Terra.

Com o acúmulo de dados que possuímos sobre os planetas, podemos dizer que a planetologia comparativa já se estabeleceu como uma das disciplinas fundamentais da astronomia. Seu objetivo principal é investigar os processos físicos que ocorrem (ou ocorreram) nos planetas e como eles funcionam nas diferentes condições encontradas em cada um desses corpos celestes.

Para começar o nosso estudo do Sistema Solar vamos fazer uma descrição das principais características dos corpos que o compõem sob a ótica da planetologia comparativa. Veremos que o Sistema Solar é formado por corpos bastante diferentes fisicamente e, certamente, uma importante pergunta ficará o tempo todo na nossa mente: por que isso aconteceu? Algumas respostas a isso serão dadas ao longo do nosso curso quando estudarmos detalhadamente cada um dos objetos, ou categorias de objetos, que formam o Sistema Solar.



Classificando e distribuindo os planetas no Sistema Solar

Inicialmente podemos separar os planetas do Sistema Solar em duas grandes categorias:

• planetas internos ou terrestres

Os quatro planetas mais próximos do Sol ou seja, Mercúrio, Vênus, Terra e Marte, são denominados planetas internos ou planetas terrestres. Esses quatro corpos celestes são mundos relativamente pequenos, aquecidos devido à sua proximidade com o Sol e compostos basicamente por rochas e metais. Todos eles têm superfícies sólidas que guardam registros dos processos geológicos que ocorreram neles e que resultaram na formação de crateras, montanhas e vulcões.

• planetas externos ou gigantes

Os quatro planetas seguintes, que são Júpiter, Saturno, Urano e Netuno, são bem maiores que os quatro planetas internos. No entanto, se comparados com os planetas terrestres, esses quatro enormes planetas são compostos por materiais bem mais leves que se apresentam na forma de gases, gelos e líquidos. Estes quatro grandes planetas, situados após a órbita de Marte, são chamados de planetas externos ou planetas gigantes.

• e Plutão?

Nos confins do Sistema Solar temos o último dos planetas conhecidos, o pequeno Plutão, que não é classificado nem como terrestre e nem como gigante. Curiosamente Plutão é bastante parecido com um dos maiores satélites dos planetas gigantes.


Imagens






As figuras mostradas abaixo comparam (muito aproximadamente) o tamanho do Sol em relação aos planetas do Sistema Solar.

Comparando tamanhos no Sistema Solar



terça-feira, 16 de março de 2010

Introdução ao Sistema Solar

Disponível na íntegra em:


Introdução ao Sistema Solar



Vamos começar o nosso estudo fazendo um rápido "inventário" do que chamamos de "Sistema Solar".

O corpo maior, e certamente o mais importante, no Sistema Solar é o Sol.



Sob o ponto de vista da astrofísica, o Sol é uma estrela relativamente comum podendo ser descrita como uma enorme bola de gás incandescente com 1,4 milhões de quilômetros de diâmetro. Sua temperatura superficial é de cerca de 6000 Kelvin enquanto sua temperatura central supera alguns milhões de graus.

Propriedades planetárias



A distribuição dos corpos do Sistema Solar



Como foi dito acima, o Sistema Solar é muito mais do que apenas os planetas e seus respectivos satélites. Podemos definir o Sistema Solar como sendo o conjunto de todos os corpos celestes, independente de tamanho, estado físico ou propriedades, que estão gravitacionalmente ligados ao Sol e que descrevem órbitas em torno dele. Assim, o Sol é o centro de referência em torno do qual todos os objetos pertencentes ao Sistema Solar descrevem suas órbitas. Entre esses objetos estão incluidos os planetas, satélites, asteróides, cometas, e partículas de gás e poeira interplanetárias que se espalham pelo espaço existente entre os moradores desse Sistema.

Para melhor descrever o Sistema Solar os astrônomos preferem dividí-lo em algumas partes que abrigam corpos possuidores de características semelhantes. Além dos Sol, planetas e seus satélites, existem três regiões no Sistema Solar que, ao invés de abrigarem apenas um corpo celeste, são a moradia de milhares ou milhões de pequenos objetos que também descrevem órbitas em torno do Sol. Essas regiões são:

Cinturão de Asteróides

Localizado entre os planetas Marte e Júpiter, o Cinturão dos Asteróides é o local onde estão distribuídos a maioria dos asteróides que conhecemos.

Cinturão Trans-Netuniano, também conhecido como Cinturão de Kuiper

Esta região em forma de disco, com milhões de objetos, está localizado a partir da órbita do planeta Netuno. Ela é o local de origem de vários cometas que cruzam o Sistema Solar.

Nuvem de Oort

Com possivelmente milhões de objetos, que seriam restos da formação do Sistema Solar, esta é a região mais longinqüa do Sistema Solar, situada muitíssimo depois do planeta mais afastado do Sol, Plutão. A Nuvem de Oort tem a forma de uma imensa esfera que envolve todo o Sistema Solar.

A figura abaixo mostra, esquematicamente, essas regiões.



Algumas unidades de medida de distância usadas na astronomia


Devido ao fato de trabalhar com distâncias e tamanhos muito grandes, os astrônomos utilizam algumas unidades de medida bastante características. Para não falar constantemente em distâncias de milhões de quilômetros, os astrônomos preferem usar duas outras unidades de medida, o parsec e a unidade astronômica.


ano-luz é a distância que a partícula de luz, chamada fóton, viaja em um ano no vácuo. Sua abreviação é a.l..

Qual é o valor de um ano-luz?

Para obter este valor basta calcular o número de segundos que existem em um ano e multiplicar o resultado pelo valor exato da velocidade da luz no vácuo, que é 299792458 metros por segundo.

Podemos dizer então que um ano-luz equivale, aproximadamente, a 9460530000000 km ou então a 9500 bilhões de quilômetros!

comumente aproximamos o resultado mais ainda, dizendo que um ano-luz é equivalente a 1013 km.

Também usamos sub-unidades do ano-luz tais como a hora-luz, o minuto-luz e o segundo-luz.

Uma hora-luz é a distância percorrida pela luz em uma hora. Ela corresponde a 1 079 252 820 km.


Um minuto-luz é a distância percorrida pela luz em um minuto. Ele corresponde a 17 987 547 km.

Um segundo-luz é a distância percorrida pela luz em um segundo. Ele corresponde a 299 792 km.

Importante: o ano-luz e seus submúltiplos, hora-luz, minuto-luz e segundo-luz, são unidades de medida de distância e não de tempo.

"Viajamos 250 anos-luz." (CERTO)

"Viajamos durante 250 anos-luz." (ERRADO)